sábado, 29 de junho de 2013

Perder...

Perco o chão,
o céu e o mar,
perco a fala.
Por onde andará?
Perco a noite
o dia e outrora,
perco o tempo
da aurora.
Perco sorrisos
cheiros e abraços,
perco vontades
e passos.
Perco tristezas
angustias e traços,
perco as noites que faço.
Perco o ar
e perco o olhar,
perco tudo
a que comparar.
Perco o sol e o griso.
Perco o trilho,
o caminho e o aviso.
Que tentou enganar,
e de tanto esperar
Não pôde ficar...

Poliane de Castro
(29/06/2013)


Fantasia...

Esvair-me-ei,
desta imundice
denominada mundo.
Velejar pelos planetas,
ainda não descobertos.
Sentir toda emoção que sempre sonhei.
Somente assim,
será possível alcançar
a tão estimada utopia.
Utopia? Por quê?
Se é factível!

Poliane de Castro
(20/09/2012)

Doer,dói!

Ao saber que uma palavra se destrói,
aos ventos se constrói
um saber que sempre dói.

A dor de uma vida  desmedida,
pelas mágoas de ingratidões nessa vida.
Por não poder falar da vida destorcida.

A palavra se constrói,
a vida se constrói...
E tornará um saber que nunca dói.

Poliane de Castro
(25/10/2012)

Nostalgia

No peito ainda aperta
a vontade de chorar.
Nostalgia vem como um nó
e quase nos impede de caminhar.

O futuro é tão previsível,que graça terá?
Houve uma época,onde tudo era simples e tranquilo
agora veja o quão complicado está.

Daquela época, o que restou nesta mente cansada?
Cheiro de barro úmido,alguns gritos despreocupados
e brincadeiras de roda.

Saudades dos joelhos ralados,pipas e árvores.
Saudades da simplicidade e inocência.
Nostalgia,deixe-me descansar...

Poliane de Castro
(12/10/2012)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Incapaz

Incapaz de viver em paz,
em um mundo fugaz.
Numa vida atroz,
que nos deixa sem voz.
Incapaz de viver com a paz,
em um peito sagaz,
que se desprende dos nós.
Do espírito e da voz,
que nos obriga ficar,
em um mundo capaz
de deixar-nos sós.

Poliane de Castro
(28/06/2013)