quarta-feira, 31 de julho de 2013

Desgaste.

Um desgaste sem igual,
que se torna real.
Não se pode viver?
Sem se preocupar com o desprazer?
O que enraivece o meu ser?
Só de pensar, que as importâncias
se desmembram ao vento...
Uma agonia se enche em meu peito,
é o desespero que vive em meu leito.
Viver para desviver?
O que pesa são as exterioridades.
E o que realmente importa não importa.
Coisas levianas sempre foram mais relevantes.
O que fazer nesse mundo de gigantes?

Poliane de Castro
(31/07/2013)




domingo, 28 de julho de 2013

Metanoia.


"Cabeça liberta,
olhos cerrados, 
visão distorcida.
Alma amargurada,
coisas trasbordando,
caos vindo de dentro
e se desintegrando
juntamente com a matéria,
expurgando cada gota de desgosto.
Evoluindo de massa para espírito." 


Poliane de Castro


(02/04/2013)

terça-feira, 23 de julho de 2013

Mordaça.

Balas perfuram olhos de inocentes,
silenciando bocas de descontentes.
Amordaçando qualquer tipo de esperança,
de um povo que nem tem tanta ganância.
Um dia, teremos mais que o pão de cada dia?
Um dia, terão algo para comer,
quem nunca teve nada além?
O povo nunca teve o que sempre mereceu,
mas sempre sofreu!
Vejo calúnias se espalhando ao léu.
Bandeiras se manchando do fel.
A voz do povo, será enfim ouvida?
A luta será vencida?
Ou talvez vendida?
Se aproxima a regressão que todos temiam?
O proletário sua o pão de cada dia
e quando se "rebela" lá vem logo a água fria.
Enquanto a burguesia,se enche de senhorias.
E sugam do espírito o que nos iludia.

Poliane de Castro
(24/07/2013)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Embaraços

Com um suspiro
penso no descompasso,
que prende nossos passos
e suspende os embaraços... 

Com a cabeça cheia,
desapego em meios traços
e faço e desfaço...

Entre laços,  
desfaço o descompasso
e me vejo em meio ao caos que faço...

Oh, inconstâncias que chegam
em frio espaço
e tentam atordoar meu simples traço...

Poliane de Castro
(15/07/2013)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Em algum lugar...

Vejo pessoas que não sabem amar,
que deixam as horas sufocar
o sopro que a vida nos dá.
Em algum lugar,
vejo castelos de areia jogados para lá,
em troca de coisas que não sabem amar.
Em algum lugar,
penso que podemos nos salvar,
desta aberração, que só quer nos sugar.
Desta terra que tão debilitada está.
Em algum lugar vejo a tristeza chegar...
Mas não podemos nos entregar,
pois há algum lugar onde tudo
pode-se reinventar.
Em algum lugar poderemos recriar...
Em algum lugar...

Poliane de Castro
(03/07/2013)


Escrever

Escrevo,para quê?!
Se desconheço tal arte.
Teimosia é mais forte,
que não consigo me conter?
A noite chega agora,
e não me canso de querer.
Tento de todas as formas
expressar o meu ser.
Saber? É preciso saber?
Se a alma fala mais alto,
precisamos distorcer?
Quais "padrões" temos que seguir?
Ou será somente o Querer?!

Poliane de Castro
(02/07/2013)

A mente que flutua...

Entre os sonhos
à uma mente que flutua,
por lugares nunca vistos.
Com sentidos diferentes,
ela voa através de intermináveis
constelações.
Ela viaja através de inconscientes...
Sente o cheiro de vidas diferentes
e almeja ver muito mais que antes.
Esta mente, transcende as estrelas
e não se cansa de velejar.
Ela enxerga detalhes
que não se pode enxergar.
Ela vê além do olhar,
sente a alma sem pestanejar.
Esta mente,não mente!
E não quer deixar escapar...
Ela enxerga com um amor
que não se pode mensurar.

Poliane de Castro
(01/07/2013)