terça-feira, 23 de julho de 2013

Mordaça.

Balas perfuram olhos de inocentes,
silenciando bocas de descontentes.
Amordaçando qualquer tipo de esperança,
de um povo que nem tem tanta ganância.
Um dia, teremos mais que o pão de cada dia?
Um dia, terão algo para comer,
quem nunca teve nada além?
O povo nunca teve o que sempre mereceu,
mas sempre sofreu!
Vejo calúnias se espalhando ao léu.
Bandeiras se manchando do fel.
A voz do povo, será enfim ouvida?
A luta será vencida?
Ou talvez vendida?
Se aproxima a regressão que todos temiam?
O proletário sua o pão de cada dia
e quando se "rebela" lá vem logo a água fria.
Enquanto a burguesia,se enche de senhorias.
E sugam do espírito o que nos iludia.

Poliane de Castro
(24/07/2013)

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